Esta lição apresenta uma proposta de redação dissertativo-argumentativa no estilo da segunda fase de vestibulares de elite, como a FUVEST, sobre um dos dilemas mais urgentes da vida contemporânea: o papel da tecnologia na privacidade individual. Diferente das propostas do ENEM, mais voltadas a problemas sociais concretos e a uma proposta de intervenção estruturada, este exercício exige do estudante um recorte mais filosófico e analítico, mobilizando repertório sociocultural erudito e articulação teórica sofisticada.
A questão apresenta trechos motivadores que colocam em tensão diferentes perspectivas sobre a vigilância digital, a coleta de dados e a autonomia do indivíduo diante de sistemas tecnológicos cada vez mais presentes no cotidiano. O estudante é convidado a refletir sobre como equilibrar os benefícios da inovação tecnológica com a preservação de direitos fundamentais, como a intimidade e a autodeterminação informativa.
A alternativa correta descreve os elementos que uma redação de excelência deveria conter: uma tese central clara, o uso de repertório sociocultural erudito (conceitos de filosofia, sociologia ou direito, por exemplo), e uma progressão argumentativa coerente que evite lugares-comuns. As alternativas incorretas ilustram armadilhas comuns nesse tipo de redação — como o foco raso em aspectos técnicos, a ausência de tese definida, ou uma abordagem excessivamente coloquial que não atende ao registro formal exigido por bancas de vestibular de elite.
O conjunto de flashcards que acompanha esta lição reforça conceitos-chave relacionados ao tema — como capitalismo de vigilância, autonomia informativa e os critérios de avaliação de uma redação nota máxima — servindo como ferramenta de revisão para quem se prepara para vestibulares como a FUVEST, a UNICAMP ou outros processos seletivos que valorizam a profundidade teórica e a articulação crítica na produção textual.
Proposta de redação dissertativo-argumentativa sobre o papel da tecnologia na privacidade individual, com trechos motivadores contrastando os benefícios da inovação tecnológica com os riscos à autonomia informativa e à intimidade do indivíduo em uma sociedade cada vez mais vigiada digitalmente.
Considere a seguinte proposta de redação: 'A vigilância algorítmica e a erosão da esfera privada: até que ponto a conveniência tecnológica compromete a autonomia do sujeito contemporâneo?' Texto motivador: O filósofo Byung-Chul Han, em sua obra A Sociedade da Transparência, argumenta que o indivíduo atual se expõe voluntariamente em um panóptico digital, onde a privacidade é sacrificada em nome de uma visibilidade constante e de uma otimização algorítmica da existência. Em contrapartida, defensores da segurança digital sustentam que a coleta massiva de dados é o preço necessário para a eficiência dos serviços modernos e a prevenção de riscos globais. Com base nessas perspectivas, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa, articulando conceitos teóricos e repertório sociocultural para analisar o papel da tecnologia na privacidade individual. Qual das alternativas abaixo descreve os elementos fundamentais para uma redação de excelência nesta proposta?
A redação deve apresentar uma tese central clara sobre a tensão entre autonomia e vigilância, sustentada por uma articulação teórica densa, utilizando repertório erudito pertinente e demonstrando uma progressão argumentativa lógica e rigorosa.
Uma redação de excelência em vestibulares de elite exige a construção de um projeto de texto sólido, caracterizado por uma tese bem definida e uma progressão argumentativa que articule conceitos teóricos (como o panóptico de Foucault ou a sociedade da transparência de Han) com repertório sociocultural erudito. As alternativas incorretas falham ao sugerir abordagens superficiais, coloquialismo, foco exclusivo em propostas de intervenção (típicas do modelo ENEM, mas não exigidas com o mesmo rigor estrutural na FUVEST) ou a ausência de embasamento teórico.
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