A Primeira República brasileira (1889-1930) foi marcada por um arranjo de poder que combinava federalismo formal e controle oligárquico na prática. Esta lição explica como a Constituição de 1891 instituiu o regime federativo, concedendo autonomia administrativa e tributária aos estados — mas também como essa descentralização abriu caminho para o domínio das elites regionais.
O material detalha o fenômeno do coronelismo, baseado no controle da terra e na capacidade dos "coronéis" locais de mobilizar (ou coagir) o eleitorado rural através do voto de cabresto, em troca de favores e proteção. Você vai entender como esse poder local se articulava com o governo estadual e federal através da Política dos Governadores, consolidada por Campos Sales, um pacto que garantia a eleição de aliados em todos os níveis.
A lição também examina mecanismos institucionais de fraude, como a "degola" — a anulação, pela Comissão Verificadora de Poderes do Congresso, da diplomação de candidatos de oposição eleitos — e o Convênio de Taubaté (1906), que instituiu a política de valorização do café através da compra de excedentes pelo governo, evidenciando como o Estado protegia os interesses da elite cafeicultora.
Por fim, o material analisa a crise que encerrou esse arranjo político: o rompimento entre São Paulo e Minas Gerais quando Washington Luís indicou Júlio Prestes (paulista) para sua sucessão, quebrando o acordo de alternância. Esse rompimento levou à formação da Aliança Liberal e, combinado à crise econômica de 1929 e à pressão do movimento tenentista, culminou na Revolução de 1930.
A Primeira República brasileira estruturou-se sobre um federalismo que, na prática, sustentava o domínio das oligarquias regionais. A política do café-com-leite — a alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais — e o coronelismo, baseado no controle local da terra e do eleitorado, formavam um sistema de poder consolidado pela Política dos Governadores. Esse arranjo desmoronou em 1930, quando o rompimento entre as elites paulista e mineira, somado à crise econômica mundial, abriu caminho para a Revolução de 1930.
A Constituição de 1891 estabeleceu um novo modelo de organização política para o Brasil. Qual foi a principal característica desse modelo que permitiu maior autonomia aos estados?
A adoção do regime federativo.
A Constituição de 1891 instituiu o federalismo, descentralizando o poder e concedendo maior autonomia aos estados, que passaram a ter constituições próprias e maior controle sobre suas finanças e forças policiais.
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